Do romance realista ao romance proletário – Margarida Losa

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DO ROMANCE REALISTA AO ROMANCE PROLETÁRIO – MARGARIDA LOSA

Campo da Comunicação

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DO ROMANCE REALISTA AO ROMANCE PROLETÁRIO: UMA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO ROMANCE DO NOVO REALISMO SOCIAL BRASILEIRO, ITALIANO E PORTUGUÊS ENTRE 1930 E 1955 À LUZ DA NOVA TEORIA CRÍTICA SOBRE REALISMO, FICÇÃO E RECEPÇÃO.
… Este movimento [neo-realismo] professava a necessidade do realismo na arte e defendia o empenho nas questões sociais, tendo-lhe sido atribuído denominações diferentes em diferentes países. Tanto Itália como Portugal adoptaram a designação de neo-realismo. Contudo, o Brasil preferiu uma caracterização regional: movimento nordestino. Nos Estados Unidos da América, a classificação como naturalismo alargouse de forma a abranger vários autores deste período, embora se utilizasse igualmente a designação de romance proletário. O âmbito geral deste estudo é provar de que forma o auto-denominado romance do novo realismo social poderá ser caracterizado mais especificamente por elementos românticos, sobretudo quando os seus protagonistas são operários ou camponeses. A teoria crítica mais recente sobre o romance é analisada na primeira parte com o objetivo de determinar os aspectos pelos quais os romances do novo realismo social se distanciam do cânone realista. A conversão do herói a um novo credo e a sua opção por um caminho para a salvação cheio de perigos são elementos estruturais da intriga. O modo idílico e o modo melodramático emergem como elementos tanto da acção ficcional como da estratégia narrativa. Finalmente, a defesa de uma audácia altruísta em prol da comunidade é introduzida como parte integrante de uma nova moral de solidariedade social. O final aberto deste tipo de romance sugere que, se o leitor for persuadido do valor da causa do herói, ficará na disposição de prosseguir a luta inacabada, pelos seus meios. Um dos maiores desígnios dos autores de romances do novo realismo social parece ter sido o de gerar nos seus leitores um efeito de empenhamento em relação à mudança social. Este estudo defende que o romance neo-realista merece ser avaliado segundo o seu próprio programa romântico e pragmático, mais do que pelo facto de ter conseguido ou não ingressar nas fileiras da chamada grande tradição realista.
Há vários anos, chegou ao conhecimento da Direcção da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo a existência da tese de doutoramento de Margarida Losa na Universidade de Nova Iorque intitulada “From Realist Novel to Working-Class Romance“, orientada pelo Prof. Wilson Martins, abordando a influência de autores do realismo social estadounidense sobre autores portugueses, brasileiros e italianos. Sabendo-se da existência daquela influência e não existindo qualquer estudo de conjunto sobre o assunto, situação inconveniente e que conduzia a que o Museu do Neo-Realismo não pudesse dedicar-lhe as suas actividades expositivas e outras, decidiu aquela Direcção fazer diligências para conhecer a obra, que se encontrava à guarda do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, entidade fundada por esta investigadora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.Concluindo-se pelo seu grande interesse, foi decidido diligenciar para a sua publicação, contando-se com a concordância daquele Instituto e da família da autora. Estando a obra escrita em inglês, foi necessário proceder à sua tradução, trabalho que foi entregue à Dr.ª Marta Mascarenhas, por indicação de professores ligados àquela Faculdade. A Prof.ª Dr.ª Maria de Lurdes Sampaio, um desses professores, dispôs-se a fazer, gratuitamente, a revisão científica do texto traduzido.Tentado em dois anos sucessivos o apoio à tradução, no âmbito do Programa Alberto de Lacerda da Fundação Luso-Americana Para o Desenvolvimento, diligência que não teve êxito, a Associação Promotora assumiu por inteiro as despesas de tradução e também a parte mais substancial do apoio financeiro à edição.A publicação concretizou-se com a colaboração paciente e diligente da editora, com a convicção de que será um indispensável instrumento de trabalho para os investigadores e um importante documento para o público em geral, nomeadamente para o que mais interessado se mostra por esta temática. Uma nota final para assinalar que Margarida Losa baliza o novo realismo social no período 1930-1955, enquanto outros estudiosos portugueses desta corrente artística consideram que, em Portugal, o Neo-Realismo se terá estendido até meados dos anos 70, havendo ainda outros que não lhe fixam limite temporal. A Associação Promotora, desde o início do projecto de implementação do Museu do Neo-Realismo, e o próprio Museu na sua actividade, têm adoptado esta visão mais alargada. NÚMERO PÁGINAS: 280 FORMATO: 15,2 x 22,5 cm ISBN: 978-972-8465-21-4 ENCADERNAÇÃO: brochado

Condição: NOVO! Vários exemplares disponíveis.

 

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